Nilismo e ressentimento na terceira dissertação da Genealogia da Moral

Abstract

No prefácio da Genealogia da moral, Nietzsche anuncia que a terceira dissertação daquele livro consiste na interpretação de um aforismo. O aforismo em questão diz respeito ao perigo que representa para o homem a falta de sentido para o sofrimento e também às soluções adotadas no Ocidente para enfrentar esse perigo. De fato, a formulação daquele aforismo corresponde a um desdobramento da seção final de O mundo como vontade e representação, de Schopenhauer. Assim, a compreensão da interpretação que se segue ao aforismo deve considerar esse vínculo entre a terceira dissertação da Genealogia da moral e o livro de Schopenhauer, o modo como Schopenhauer sintetiza as principais soluções para aquele problema e também a crítica de Nietzsche a Schopenhauer. Uma crítica construída em grande parte, conforme pretendo mostrar, sobre o conceito de ressentimento.

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Dettagli Bibliografici
Autori: Antônio Edmilson Paschoal iD ORCID 0000-0002-0843-4204 (Universidade Federal do Paraná)
Pubblicato in: Sofia, vol. 8, n. 2, pp. 219-231
Data di pubblicazione:03/02/2020
Editore:Federal University of Espírito Santo
Tipo di documento:Articolo
Lingua:portoghese
DOI: 10.47456/sofia.v8i2.28563
ISSN:2317-2339
Accesso aperto: Accesso aperto Diamond: rivista aperta senza costi per autori e lettori – Sofia
Citazioni ricevute:1
Soggetti:
Nietzsche, Schopenhauer, and Hegel (Social Sciences > Arts and Humanities > Philosophy)
Philosophical Ethics and Theory (Social Sciences > Arts and Humanities > Philosophy)
Ethics, Aesthetics, and Art (Social Sciences > Arts and Humanities > Philosophy)
Identificativi: OpenAlex W3006813775

Dati dell'indice centrale: OpenAlex (licenza CC0).

Descrizione
Riassunto:No prefácio da Genealogia da moral, Nietzsche anuncia que a terceira dissertação daquele livro consiste na interpretação de um aforismo. O aforismo em questão diz respeito ao perigo que representa para o homem a falta de sentido para o sofrimento e também às soluções adotadas no Ocidente para enfrentar esse perigo. De fato, a formulação daquele aforismo corresponde a um desdobramento da seção final de O mundo como vontade e representação, de Schopenhauer. Assim, a compreensão da interpretação que se segue ao aforismo deve considerar esse vínculo entre a terceira dissertação da Genealogia da moral e o livro de Schopenhauer, o modo como Schopenhauer sintetiza as principais soluções para aquele problema e também a crítica de Nietzsche a Schopenhauer. Uma crítica construída em grande parte, conforme pretendo mostrar, sobre o conceito de ressentimento.
ISSN:2317-2339
DOI:10.47456/sofia.v8i2.28563