Memória, experiência e narrativa : do esquecimento à assimilação em Nietzsche

Abstract

Nietzsche, em seu itinerário filosófico, se opôs a certo modo de descrever a história; indicou que a prática da memorização foi instituída na terra por intermédio de um gesto repugnante. Além disso, abordou a relação entre o esquecimento e a assimilação, cujos elementos são imprescindíveis para quem se põe a relatar e interpretar fatos, uma vez que o não esquecimento de determinado episódio, sobretudo traumático, pode ser reproduzido de uma forma que enfraqueça e afete, tanto o narrador – caso o ocorrido, ainda, não tenha sido assimilado – quanto o leitor – se, eventualmente, a narrativa lhe provocar ressentimento –, devido à recordação de um incidente e, essa, por sua vez, pautar a descrição. Neste sentido, o artigo busca investigar a utilidade e a desvantagem, sob a perspectiva nietzschiana, em narrar as experiências pessoais.

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Bibliographic Details
Authors: Marcos Tobías Machado iD ORCID 0000-0001-9831-3360 (Universidade Federal do Paraná)
Published in: Controvérsia (UNISINOS)
Publication date:27/08/2020
Publisher:Unisinos
Document type:Article
Language:Portuguese
ISSN:1808-5253
Open access: Open access Diamond: open journal with no fees for authors or readers – Controvérsia (UNISINOS) (license: CC-BY, published version)
Subjects:
Nietzsche, Schopenhauer, and Hegel (Social Sciences > Arts and Humanities > Philosophy)
Memory, History, Trauma, Identity (Social Sciences > Arts and Humanities > Philosophy)
Hermeneutics and Narrative Identity (Social Sciences > Arts and Humanities > Philosophy)
Identifiers: OpenAlex W3082253037

Central index data: OpenAlex (CC0 license).

Description
Summary:Nietzsche, em seu itinerário filosófico, se opôs a certo modo de descrever a história; indicou que a prática da memorização foi instituída na terra por intermédio de um gesto repugnante. Além disso, abordou a relação entre o esquecimento e a assimilação, cujos elementos são imprescindíveis para quem se põe a relatar e interpretar fatos, uma vez que o não esquecimento de determinado episódio, sobretudo traumático, pode ser reproduzido de uma forma que enfraqueça e afete, tanto o narrador – caso o ocorrido, ainda, não tenha sido assimilado – quanto o leitor – se, eventualmente, a narrativa lhe provocar ressentimento –, devido à recordação de um incidente e, essa, por sua vez, pautar a descrição. Neste sentido, o artigo busca investigar a utilidade e a desvantagem, sob a perspectiva nietzschiana, em narrar as experiências pessoais.
ISSN:1808-5253